O alvorecer no século XVIII
A história de Morro do Pilar começa precisamente no ano de 1701. No auge do desbravamento do território mineiro por paulistas e vicentinos, o bandeirante Gaspar Soares adentrou a região em busca de jazidas minerais. Ao subir uma das colinas, descobriu ricas lavras de ouro de aluvião.
Como era de praxe na cultura colonial, a fundação de um povoado exigia devoção religiosa. No topo daquele morro, Gaspar Soares ergueu uma capela primitiva dedicada a Nossa Senhora do Pilar. O nome do local consolidou-se naturalmente pela geografia e pela fé: o arraial que crescia ao redor do morro da santa viria a ser o Morro do Gaspar Soares e, posteriormente, Morro do Pilar.
Diante do esgotamento das jazidas no topo do morro, a população migrou para um plano mais baixo da colina, redesenhando a estrutura urbana da cidade. Duas joias arquitetônicas dessa era de fé resistiram ao tempo: a Igreja do Canga (c. 1710) e a atual Matriz de Nossa Senhora do Pilar, cujas bênçãos finais foram registradas em 1789.